quarta-feira, 27 de março de 2013

2013/03/27: devendra banhart - daniel

devendra banhart - daniel





"
we once had a time
meet me at the castro tonight
i held a rose, you held who knows
but that’s fine

and we fell in love, we fell in love
at the jon reed choir
and right there and then
i swore to no end
swore to never let you go

but love’s got a way of fading away
i never saw you again
i never saw you again

waiting in line to see suede play
and we had a time, i wish we could stay
and waiting in line to see suede play
"

2013/03/27: alexandre desplat - the heroic weather-conditions of the universe

alexandre desplat - the heroic weather-conditions of the universe, Parts 1-7

sexta-feira, 15 de março de 2013

2013/03/15: tiago bettencourt - temporal

tiago bettencourt - temporal



"
enquanto o mundo se inventa
vou apontando para disparar
enquanto o mundo se imita
vou carregando para arrancar
porque só sabe quem tenta
porque só arde o que vem de ti
porque só cede quem cega
porque não finge quem é de si

e quando o teu sonho arder no temporal
tenta te descobrir
tenta te perceber
guarda para lá do mal
o que tentámos ser

sei que há gente que nega
sei que há gente sem direcção
sei que há gente que ferra
quando despe a imitação
mas é de ferro esta seta
e há verdade noutro lugar
é eterno o poeta
e acredita quem navegar

e quando o teu sonho arder no temporal
tenta te descobrir
tenta te perceber
guarda para lá do mal
o que tentámos ser

quando não se confia
quando o muro nos cerca
quando o olhar se desvia
quando o deserto nos seca
canta o que te ergue
que mãos dormentes não vão saber
canta por quem te segue
canta para quem te vê crescer

e quando o teu sonho arder no temporal
tenta te descobrir
tenta te perceber
guarda para lá do mal
o que tentámos ser


quando o teu sonho arder no temporal
tenta te descobrir
tenta te perceber
guarda para lá do mal
o que tentámos ser
"

2013/03/15: tiago bettencourt - largar o que há em vão

tiago bettencourt - largar o que há em vão

sábado, 9 de março de 2013

2013/03/09: david fonseca - someone that cannot love

david fonseca - someone that cannot love



"
you locked your heart
you wake up with tears and stars in your eyes
you gave it all to someone that
cannot love you back

your days are packed
with wishes and hopes for the love that you've got
you wasted all to someone that
cannot love you back

someone that cannot love

love, ain't this enough
you push yourself down
you try to take confort in words
but words
they cannot love
don't waste them like that
cus they'll bruise you more

you secretly made
castles of sand that you hide in the shade
but you cannot hold the tides that break them
and you build them all over again

you talk all these words
you make conversations that cannot be heard
how long until you notice that
no one is answering back?

someone that cannot love

love, ain't this enough
you push yourself down
you try to take comfort in words
but words
they cannot love
don't waste them like that
cus they'll bruise you more

love, love, ain't this enough
you're pushing around
you try to take comfort in words
but words
well they cannot love
don't waste them like that
cus they'll bruise you more

someone that cannot love

love, ain't this enough
you push yourself down
you try to take comfort in words
but words
they cannot love
don't waste them like that
cus they'll bruise you more

love, love, ain't this enough
you're pushing around
to find little comfort in words
but words
well they cannot love
don't waste them like that
cus they'll bruise you more

you know they'll bruise you more
words, they will hurt you more
words, they will hurt you more

yes, they'll bruise you
someone that cannot love
someone that cannot love
"


quarta-feira, 6 de março de 2013

2013/03/06: samuel úria com manel cruz - lenço enxuto

samuel úria com manel cruz - lenço enxuto
"
empresta-me os teus olhos uma vez
que os meus não são de gente, apenas rapaz.
é só o tempo de me aperceber
da visão que se turva para ser de mulher.

empresta-me uma chávena de sal
e mostra-me a receita do caldo lacrimal.
é só o tempo de te convencer
que nem precipitado consigo chover.

não é um adágio que nos persegue,
que um homem só não chora porque não consegue.

empresta-me esse efeminado luto;
ser masculino é ter-se o lenço enxuto.
é só o tempo de me maquilhar
de pranto transparente (a cor de mulher).

não nasci pedra, nasci rapaz
que um homem só não chora por não ser capaz.

os homens fazem fogo, com dois paus eles fazem fogo.
por troca ensino-te a queimar.

tu és corrente e eu finjo mar
que um homem, para que chore, não pode chorar.
"

2013/03/06: samuel úria com márcia - eu seguro

samuel úria com márcia - eu seguro

sábado, 2 de março de 2013

2013/03/02: tiago bettencourt - eu esperei

tiago bettencourt - eu esperei "

eu esperei
mas o dia não se fez melhor
e o sujo não se quis limpar,
inventou mais flores em meu redor
como se eu não fosse olhar!
enfeitou as ruas para cobrir
terra seca de não semear
deram-me água turva a beber
dizem cura e força e solução
como se eu não fosse olhar!

eu esperei
mas o fumo não saiu da estrada
arde o sonho em troca de nada
dizem festa, mas é solidão
como se eu não fosse olhar!
a mentira não se fez verdade
e a justiça não se fez mulher
a revolta não se fez vontade
braços novos sem educação
sangue velho chora de saudade!

eu esperei
dizem luta mas não há destino
dão-me luzes mas não é caminho
dizem corre mas não é batalha
como quem não quer mudar!
esta corda não nos sai das mãos
esta lama não nos sai do chão
esta venda não deixa alcançar.
cantam "armas" mas não é amor
mão no peito mas não é amar
fato justo mas sem lealdade
cavaleiro mas já sem moral
braços sujos que se vão esconder
braços fracos não são de lutar
braços baixos não se querem ver
como se eu não fosse olhar!

eu esperei
pelo tempo transparente em nós
pelo fruto puro de escolher
pela força feita de alegria
mas o povo dorme na ilusão!
e a tristeza é forma de sinal
liberdade pode ser prisão...
meu deus, livra-nos do mal
e acorda portugal...

"